Maternidade Dr. Peregrino Filho MENU

Dicas

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1. Como amamentar

POSIÇÃO DA MÃE

A mãe escolhe a posição para dar de mamar, o importante é a mãe e o bebê sentirem-se bem confortáveis.

Se a mãe der de mamar DEITADA:
A mãe deve deitar-se de lado, apoiando sua cabeça e costas em travesseiros para ficar mais à vontade.

A mãe também pode dar de mamar recostada na cama, com um braço, a mãe apóia o pescoço e o tronco do bebê, ajudando a aproximar o corpo do bebê ao seu corpo, e com a outra mão aproxima a boca do bebê do bico do peito. Ele próprio vai procurar o bico.

Se a mãe der de mamar SENTADA:
A mãe pode cruzar as pernas ou usar travesseiros sobre suas coxas, ou ainda usar embaixo dos pés um apoio para facilitar a posição do bebê, permitindo assim, que a boca do bebê fique no mesmo plano da aréola.

 

POSIÇÃO DO BEBÊ

O corpo do bebê deve estar inteiramente de frente para a mãe e bem próximo (barriga do bebê voltada para o corpo da mãe).

O bebê deve estar alinhado, a cabeça e a coluna em linha reta, no mesmo eixo. A boca do bebê deve estar de frente para o bico do peito. A mãe deve apoiar com o braço e mão o corpo e o “bumbum” do bebê.

Aproximar a boca do bebê bem de frente ao peito, para que ele possa abocanhar, ou seja, colocar a maior parte da aréola (área mais escura e arredondada do peito) dentro da boca. Queixo do bebê tocando o peito da mãe.

 

COMO COLOCAR O BEBÊ NO PEITO:

Ao dar de mamar, a mãe deve estar calma e não apressar o bebê. Quando o peito estiver muito cheio, antes de amamentar, a mãe deve fazer uma ordenha manual para amaciar a aréola. Com o dedo indicador e polegar, ela deve espremer as regiões acima e abaixo do limite da aréola para retirar algumas gotas de leite e amaciar o bico. Encostar o bico do peito na boca do bebê, para ele virar a cabeça e pegar o peito (reflexo da busca). Ele sozinho sabe como fazer isto.

Levar o bebê ao peito e não o peito ao bebê. Segurar o peito com o polegar da mãe acima da aréola e o indicador e a palma da mão abaixo. Isto facilita a “pega” adequada.

O bebê abocanhando a maior parte da aréola suga mais leite e evita rachaduras.

 

COMO SABER QUE A “PEGA” ESTÁ ADEQUADA:

Boca bem aberta;

Lábios virados para fora;

Queixo tocando o peito da mãe;

Aréola mais visível na parte superior que na inferior;

Bochecha redonda (“cheia”);

A língua do bebê deve envolver o bico do peito.

 

QUANDO OFERECER O PEITO

Oferecer o peito logo após o nascimento, ainda na sala de parto, quer seja parto normal ou Cesária.

Porque quanto mais o bebê mamar, mais leite o peito produz.

Oferecer um peito até o bebê soltar e depois oferecer o outro, não interromper a mamada, porque é importante dar de mamar até o bebê soltar, para receber o leite do final da mamada, que é mais rico em gorduras. O leite do início “mata” a sede e protege o bebê, o do final “engorda”.

Na próxima mamada, começar com o peito que o bebê sugou por último na mamada anterior, ou no que não mamou. Porque é importante retirar a maior quantidade possível de leite para estimular sua produção.

 

COMO TERMINAR A MAMADA.

 Geralmente, o bebê solta sozinho o peito. Se for preciso interromper a mamada, a mãe deve colocar a ponta do dedinho no canto da boca do bebê para que ele solte o peito sem machucar.

Para o bebê arrotar, a mãe, o pai ou outro familiar deve levantá-lo e apoiar a cabeça no seu ombro e fazer uma leve massagem nas costas. É importante a participação da família neste momento;

Outra posição para arrotar é colocar o bebê sentado no colo da mãe, inclinando-o para frente, apoiado com o braço da mãe, voltado para frente com as pernas flexionadas;

 

OS 10 PASSOS PARA UMA AMAMENTAÇÃO CORRETA

1) Acredite: não existe leite fraco!

Todo leite materno é forte e adequado para o crescimento e desenvolvimento do bebê. Nos seis primeiros meses de vida, não é preciso dar chá, água, suquinho, outro leite, pois não são nutritivos e ocupam no estômago da criança um espaço que poderia ser ocupado pelo leite materno. Não dê qualquer outro tipo de alimento. No primeiro dia, o leite produzido, chamado colostro, é transparente ou amarelado, tem alto valor nutritivo, é suficiente para as necessidades do bebê e age como uma verdadeira vacina, protegendo-o contra doenças.

2) Quanto mais o seu bebê mamar, mais leite você vai ter

Sugar o peito é o que estimula a produção de leite. Começar a mamar desde a sala de parto facilita a decida mais rápida do leite. Procure manter o bebê ao seu lado, do nascimento até a alta. A criança que mama no peito várias vezes, dia e noite, de acordo com sua vontade, não precisa de mais nada.

3) Coloque o bebê na posição certa para mamar

Para que o bebê sugue bem, ele deve, não só abocanhar o mamilo (bico do peito), mas grande parte da aréola (parte escura do peito), com o corpo totalmente voltado para o da mãe (barriga com barriga). Quando a criança pega o peito corretamente, com a boca bem aberta, o leite sai em quantidade suficiente, o bebê engole tranquilamente, a mãe não sentirá dor nem terá rachadura no peito.

4) Cuide adequadamente das mamas

Para evitar rachaduras, não lave os mamilos antes e depois das mamadas. Basta o banho diário, evitando o uso de sabonete nos mamilos. O próprio leite protege a pele, evitando infecções. Não use pomadas nem cremes nos mamilos, exceto por orientação médica.

5) Retire o leite quando for necessário

Evite que a mama fique muito cheia e pesada. Se isso acontecer, ferva um frasco de vidro com tampa de plástico por 10 minutos, prenda os cabelos, lave bem as mãos, coloque os dedos onde termina a aréola e aperte várias vezes até o leite sair. Guarde o leite no frasco de vidro, na geladeira (12 horas) ou congelador/freezer (15 dias) ou doe a um banco de leite humano. Para aquecer o leite, use banho-maria. Quando a mãe não estiver em casa, dê o leite materno no copinho ou colher para não prejudicar o aleitamento.

6) Evite bicos, chupetas, chuquinhas e mamadeiras

Esses produtos prejudicam a amamentação. Os bebês que fazem uso de mamadeiras e chupetas acabam largando o peito.

7) Procure apoio

Procure conversar com quem está passando a mesma experiência que você. Envolva sua família nas tarefas de casa para que você possa descansar.

8) Só tome medicamentos com ordem médica

A mãe só deve tomar medicamentos orientada pelo médico;

9) Continue a amamentação, se possível, até os 2 anos de idade ou mais.

Recomenda-se que todo bebê seja amamentado exclusivamente no seio materno até seis meses de vida. Depois, introduza frutas e comidinha e continue amamentação até os dois anos.

10) Conheça os direitos da mãe trabalhadora

A mãe que trabalha fora tem direito a licença maternidade de 120 dias. Quando retornar ao trabalho, dois descansos remunerados de meia hora por dia para amamentar seu filho, até seis meses de idade. Os pais têm direito à licença-maternidade de 5 dias a partir do nascimento do bebê.

As crianças que mamam no peito têm menos diarreias, doenças respiratórias e infecções de ouvido.

Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face, importante para ter dentes bonitos, para o desenvolvimento da fala e até para a respiração.

Amamentar é bom também para a saúde da mãe: ela perde menos sangue depois do parto e tem um risco menor de ter câncer de mama e de ovário.

Amamentar é uma forma de dar saúde, carinho e proteção ao bebê.

Amamentação é uma forma especial de comunicação entre a mãe e o bebê. Ao ser amamentado, a criança aprende muito cedo a se comunicar com intimidade, afeto e confiança, o que pode contribuir para a sua saúde mental no futuro.

 

MITOS E VERDADES SOBRE AMAMENTAÇÃO

MITOS:

Seios pequenos produzem pouco leite;

Leite materno é fraco e deixa o bebe com fome:

A mulher que faz cesariana não pode amamentar;

Canjica, cerveja preta, agua inglesa e outros alimentos aumentam a produz de leite;

Seios inflamados impedem a amamentação;

Mãe com alguma inflamação não pode amamentar;

Quando a mãe não tiver leite o bebe pode mamar em outra mãe.

VERDADES:

Tamanho não é documento.

Seios grandes e pequenos produzem a mesma quantidade de leite;

Não existe leite materno fraco, pelo contrario o leite materno é o melhor leite para o bebe;

Alimentação saudável recomendada por um profissional de saúde e deixar o bebe sugar a vontade, são as principais dicas para aumentar a quantidade de leite;

Colocando o bebe ao seio, aos poucos nos primeiros dias, o leite descerá normalmente;

Ao contrario deve-se da de mamar mais vezes, para o peito não empedrar e ajudar a desinflamar.

Poucas infecções ou medicamentos impedem o aleitamento materno, na maioria dos casos é necessário, apenas pequenos cuidados e uma consulta a um profissional de saúde;

Toda mãe é capaz de produzir leite, desde que orientada por um profissional. Nunca deixe o bebe mamar no seio de outras mulheres, pois, há risco de transmissão de doença, inclusive a AIDS.

 

2. Fraldas

É importante trocar a fralda do bebê várias vezes ao dia, porque o acúmulo da urina e a presença das bactérias nas fezes podem irritar a pele e provocar assaduras.  A regra geral é fazer a troca a cada mamada, antes ou depois dela, dependendo do que funcionar melhor para vocês, e sempre que o bebê tiver feito cocô.  Se seu filho for daqueles que regurgita bastante, ou tiver refluxo gastroesofágico, procure não trocar a fralda logo depois da mamada, porque toda a movimentação pode aumentar a regurgitação.

Nesse caso, capriche na pomada antiassadura e espere mais um pouco para trocá-lo, mesmo que ele tenha feito cocô.  O esquema de troca a toda mamada não vale para a noite, porque é melhor deixar o bebê dormir (a menos que fralda tenha vazado e a roupa esteja molhada, ou que ele tenha feito cocô e estiver com a pele irritada).  Os bebês fazem cocô várias vezes por dia, e fazem xixi de hora em hora, ou em intervalos de no máximo três horas. (Leia mais sobre o cocô do bebê, para saber o que é normal e o que não é.) Nem toda criança reclama quando está molhada, por isso não espere o bebê se queixar para trocá-lo.  As fraldas descartáveis costumam absorver bem a umidade, por isso é difícil avaliar se elas estão cheias de xixi ou não. Experimente colocar o dedo (limpo) dentro da fralda mais ou menos a cada duas horas, para ver se ela não está molhada demais. Ou sinta se a fralda parece “pesada”.

DO QUE VOU PRECISAR A CADA TROCA DE FRALDA?

Antes de começar, lave bem suas mãos e veja se tem à disposição tudo o que vai precisar:

Um lugar seguro para fazer a troca, com um trocador impermeável, de fácil limpeza

Uma fralda limpa

Um saco ou uma lata de lixo para jogar a fralda suja

Algodão e água morna ou lenços umedecidos

Fita crepe ou alfinete de segurança, se você for usar fralda de pano à moda antiga. Fraldas de pano mais modernas fecham com velcro ou botão.

Pomada contra assaduras

Uma troca de roupa limpa à mão para o caso de a fralda ter vazado, ou de acontecer algum “acidente” no meio da troca

Um brinquedinho para atrair a atenção do bebê

Se seu filho for menino, uma fralda de pano dobrada para usar como “escudo” contra eventuais banhos de xixi no intervalo em que o pênis dele ficar descoberto.

 

COMO SE FAZ A TROCA?

Para a fralda descartável:

1. Solte as fitas adesivas da fralda e as dobre sobre si mesmas, para não grudarem no bebê, mas ainda não retire a fralda suja.

2. Levante as pernas do bebê e dobre a fralda para debaixo dele, aproveitando para tirar a maior parte do cocô com a própria fralda.

3. Se for um menino, coloque uma fralda de pano dobrada (ou um outro pano ou toalha) sobre o pênis do seu filho, para evitar uma chuveirada imprevista.

4. Limpe a parte da frente do bebê com um algodão embebido em água morna ou com um lenço umedecido. Nas meninas, limpe sempre da frente para trás, para não deixar as bactérias das fezes entrarem na vagina.

5. Levante as pernas do bebê e limpe bem o bumbum dele.

6. Tire a fralda suja debaixo dele e coloque a limpa. A parte com as fitas adesivas deve ir embaixo do bumbum do bebê. Tente deixar a parte entre as pernas bem esticada.

7. Passe um creme antiassaduras na parte da frente e no bumbum. Esse tipo de pomada costuma ser grudento, então aproveite e limpe o seu dedo na própria parte de dentro da fralda, antes de fechá-la.

8. Feche a fralda limpa com as fitas adesivas, deixando-a justa, mas não apertada. Se você colocar o pênis do seu filho para baixo, evita vazamentos por cima da fralda. Mas há meninos que se sentem mais confortáveis com o pênis para cima. Verifique os elásticos das pernas para ver se não estão dobrados para dentro.

9. Enrole a fralda suja numa bolinha, feche com as fitas adesivas e a jogue no lixo, de preferência dentro de um saco plástico, se tiver cocô, para isolar o cheiro.

10. Vista o bebê e lave bem as mãos. Pronto!

 

3. Curativo do umbigo

O coto umbilical tem de ser mantido limpo e seco para evitar infecções. Bactérias que vivem naturalmente em nossa pele podem provocar infecções no coto.  Em regiões sem condições de higiene, a contaminação do coto umbilical pode levar ao tétano, uma infecção muito perigosa para recém-nascidos.

Os médicos brasileiros costumam orientar as mães a passar um cotonete com álcool a 70% (vendido nas farmácias) no coto, em todas as trocas de fralda, e deixá-lo secar naturalmente. Você pode cobrir o coto com a fralda, quando ele estiver bem sequinho, mas não coloque nenhum tipo de faixa.

Lave sempre as mãos antes de cuidar do umbigo. Também lave as mãos antes e depois da troca de fralda.  Se o coto ficar sujo de cocô ou xixi, limpe-o bem com água e sabão ou só com água. Como o cocô do bebê é gorduroso, é melhor usar sabonete para eliminá-lo. Depois aplique o álcool.

 

4. As mamas durante a gestação

TIPOS DE BICOS:

Protuso – com o bico saliente;

Plano – com o bico achatado;

Invertido – com o bico virado para dentro;

Nenhum tipo de bico impede a amamentação, pois para fazer uma boa pega o bebê abocanha a parte escura do peito (aréola) e não apenas o bico.

Não usar cremes, pomadas, sabão ou sabonete nos mamilos. Evitar a expressão do peito durante a gestação para retirada do colostro, pois isto pode estimular contrações uterinas.

Observar se o mamilo fica saliente ou se retrai quando a aréola é puxada não tem importância para a amamentação. A criança mama a aréola e não o bico.

Nenhum tipo de bico impede a amamentação se o mamilo fica saliente ou se “espicha” quando é puxado.

O uso de sutiã ajuda na sustentação do peito. Pois é na gravidez que ele apresenta o primeiro aumento de volume

 

5. Retirada do leite das mamas (Ordenha)

POR QUE RETIRAR O LEITE DAS MAMAS?

Porque quando as mamas ficam muito cheias dificultam à pega, o bebe pode não retirar a quantidade de leite que necessita, o bico do peito pode rachar e a mamada pode ser dolorosa. 

 

QUANDO RETIRAR O LEITE DAS MAMAS:

Quando a mãe tem leite em excesso;

Quando a mãe e o bebê não podem ficar juntos;

Quando o bebê tem dificuldade de sugar;

Quando a mãe deseja doar o excedente de seu leite.

 

COMO GUARDAR O LEITE PARA O PRÓPRIO FILHO:

Se não tem refrigerador, o leite pode ser coletado em vasilha limpa, fervida durante 15 minutos e colocado em local fresco. Para evitar a diarreia, esse leite só deve ser usado até seis horas após a coleta.

Se tiver geladeira, o leite ordenhado pode ser refrigerado com segurança por até 24 horas ou congelado por até 30 dias. Antes de alimentar o bebê com o leite guardado, aqueça em banho-maria.

Ofereça o leite ao bebê com colher, copo ou xícara e lembre sempre de jogar fora o que sobrou.

 

COMO RETIRAR O LEITE DO PEITO:

Prender os cabelos e usar uma touca de banho ou pano amarrado;

Proteger a boca e o nariz com pano ou fralda;

Escolher um lugar limpo e tranqüilo;

Preparar uma vasilha (de preferência um frasco com tampa plástica) fervida por 15 minutos;

Massagear o peito com a ponta de dois dedos iniciando na região mais próxima da aréola indo até a mais distante do peito, apoiando o peito com a outra mão;

Massagear por mais tempo as áreas mais doloridas;

Apoiar a ponta dos dedos (polegar e indicador) acima e abaixo da aréola, comprimindo o peito contra o tórax;

Comprimir com movimentos rítmicos, como se tentasse aproximar as pontas dos dedos, sem deslizar na pele;

Desprezar os primeiros jatos e guardar o restante no recipiente.

 

6. Quando a mãe e o bebê não podem ficar juntos?

Quando a mãe ou o bebê estão doentes;

A mãe tem problemas de saúde e precisa ficar internada;

Onde a mãe trabalha não tem creche;

A mãe precisa viajar e não pode levar o filho.

 

7. Quando o bebê tem dificuldade de sugar

Os bebês que têm dificuldade de sugar nasceram muito antes do tempo; com muito pouco peso;

Com deformidade na boca;

Com dificuldade para respirar;

Com falta de coordenação para a sucção;

Enquanto ele aprende a sugar um mamilo invertido.

 

8. Problemas mais frequentes da amamentação

FISSURA OU RACHADURA

Ocorre quando o posicionamento ou a pega estão errados.

Como evitar

Manter os peitos enxutos;

Evitar que os peitos fiquem muito cheios ou doloridos;

Posicionar o bebê corretamente.

Como tratar rachaduras

Amamentar não deve doer. Porém, é importante que a mãe continue a amamentar, corrigindo possíveis problemas de “pega” e posição.

Fazendo essas correções, a dor desaparece. Se aparecerem rachaduras elas devem:

Posicionar melhor o bebê no peito e corrigir a “pega”;

Começar a dar o peito pela mama sadia e depois passar para a mama com rachaduras;

Expor as mamas aos raios do sol ou à luz artificial (lâmpada de 40 watts a uma distância de 30 cm);

Ordenhar manualmente o excesso de leite para evitar que o leite fique “empedrado”.

Se a mãe tiver febre alta ou muita dor, consultar o médico.

Rachadura pode levar ao ingurgitamento (leite empedrado) e este à mastite.

 

LEITE “EMPEDRADO” OU PEITO INGURGITADO, MASTITE E ABSCESSO.

Uma forma de evitar que o leite fique “empedrado” é colocar o bebê para mamar sob livre demanda, sempre que ele quiser. Se as mamas estiverem muito cheias, retirar o excesso e oferecer o peito com maior frequência.

Se não melhorar em 24 horas, a mama ficar avermelhada e a mãe tiver febre, deve procurar o médico para evitar complicações como mastite ou abscessos. O melhor tratamento é a ordenha do peito.

Ingurgitamento geralmente ocorre nos dois peitos e nas duas primeiras semanas após o parto.

Mastite geralmente acomete só um peito e após duas semanas do parto. Quando não tratado adequadamente pode evoluir para abscesso.

A mastite não é contraindicação a amamentação.

 

O LEITE ESTÁ “SECANDO”

Isto pode ocorrer quando se introduz mamadeira, chuca, bico ou chupeta. A melhor maneira de evitar que o leite seque é dar o peito logo após o nascimento e todas as vezes que o bebê quiser.

 

9. Alimentação da Mamãe

Com a alimentação equilibrada e fracionada e Hidratação correta, mantem-se um bom estado nutricional da lactante além de maximizar a qualidade do leite materno. A alimentação, materna influencia diretamente no teor e na qualidade de lipídios no leite humano.

A necessidade de cálcio é bem maior nesta fase, sendo necessária para obtenção na quantidade adequada a ingestão de leite, iogurte, bebidas a base de soja ou queijo ao menos quatro vezas ao dia.

 

 A NUTRIZ DEVE EVITAR

A nutriz deve evitar o FUMO (porque diminui a produção do leite)

Doses excessivas de CAFEINA (pode deixar o bebe irritado e sem sono)

O ÁLCOOL (destrói as células nervosas e deixa a criança sem fome, levando ao baixo ganho de peso).

 

10. Cuidados em casa

Mantenha o ambiente em harmonia, coloque uma música suave, cuidar do seu bebê é um momento muito especial

Retire anéis, pulseiras, relógio e lave as mãos e antebraços antes de colocar o bebê no colo

Separe o material: roupas, toalhas, fraldas, sabonete, algodão, cotonetes, álcool absoluto, etc.

Fazer o curativo no coto umbilical após o banho e a cada troca de fraldas, no mínimo 6 vezes por dia, com cotonete embebido em álcool absoluto ou a 70% limpar no sentido da base para cima, até retirar o cotonete limpo.

Quanto a higiene intima remover todo o resíduo de fezes e urina com bastante água

Na menina: faça a limpeza no sentido da vagina para o ânus

No menino: a pele do prepúcio deve ser tracionada com delicadeza, sem forçar

Enxaguar bem. Secar com toalha fralda

Utilizar sabonete uma vez ao dia

Para prevenir assaduras, trocar a fralda sempre que estiver suja e fazer higiene íntima adequada e secar bem com tecido de algodão.

 

11. Banho

Melhor horário: das 11h às 14h.

Melhor local: ambiente sem correntes de ar e com temperatura acima de 26 graus

Melhor sabonete: neutro, líquido, próprio para recém-nascido

Banheira limpa com água e sabão e de uso exclusivo do bebê

Use água filtrada e fervida até a queda do coto umbilical

Temperatura ideal da água: 37.C

Não use termômetro de mercúrio (risco de intoxicação), use termômetro digital

Iniciar o banho com a limpeza do rosto e depois corpo e membros. Finalizar pela limpeza da cabeça. Secar primeiro a cabeça com toalha fralda. Atenção especial para ouvidos e dobrinhas

Para secar o pavilhão externo do ouvido use a toalha fralda, nunca o cotonete

 

12. Roupas

Lave as mãos antes de manusear a roupa limpa

Escolha roupas feitas com tecido de puro algodão, folgadas, fáceis de vestir e adequadas para a estação do ano

Use toalhas de fralda de algodão e toalhas de puro algodão, felpudas, bem macias, com capuz

Separe baldes, bacias e sabão de côco em barra, para uso exclusivo das roupas do bebê

Enxague bem para retirar todo o resíduo de sabão de côco

Não use amaciante, goma ou perfume. Passe a roupa com ferro bem quente e guarde-a em lugar limpo, arejado e exclusivo.

 

13. O Choro

O choro: eis o maior desespero das mães de primeira viagem. Até entender o que cada manifestação significa – e isso pode levar alguns meses -, os adultos ficam com os cabelos em pé tentando adivinhar qual é o problema. Para facilitar, siga uma ordem de procedimentos.

Primeiro, pense na alimentação. Está na hora da mamada? Seu filho mamou bem na última vez (pode não ser exatamente o horário, mas que ele esteja com fome por ter mamado pouco anteriormente)? Se a resposta for sim para uma das perguntas, é muito provável que o choro seja de fome e que ele só precise de uma refeição. “O bebê também pode estar precisando arrotar. O arrotinho dado antes de deitar pode não ter sido suficiente”, alerta Olívia.

Caso não seja fome, verifique a roupa do recém-nascido. Veja se ela está apertada, se há alguma etiqueta em lugar inconveniente (normalmente perto da nuca ou na lateral da cintura), se ele está suando por vestir muitas peças. “As mães têm medo de que o bebê fique doente por ‘passar frio’, mas ele sente tanto calor quanto qualquer um de nós. Se a nuca estiver molhada, pode tirar um pouco de roupa, para ele ficar mais confortável”, aconselha Thalita.

Está tudo certo com a roupa? Então passe para a fralda. Talvez ela esteja apertada demais e seja preciso afrouxar um pouco a cintura. Ou, mais comumente, o bebê tenha feito xixi ou cocô e isso o esteja incomodando. Nesse caso, a solução é simples: troque a fralda.

Se não for nada disso, a sugestão de Olívia é que a mãe ceda ao instinto e pegue o bebê no colo: “Muitas vezes, ele só quer carinho, calor humano. Um recém-nascido pode se sentir desamparado e chorar para conquistar o aconchego dos braços de um adulto”.

 

14. Cólicas

O QUE CAUSA A CÓLICA

A cólica acontece por imaturidade do sistema digestivo do bebê. Essa imaturidade faz com que as paredes intestinais se contraiam e relaxem sem controle e isso pode resultar em gases e levar à cólica. Outro motivo seria que agora o intestino está recebendo alimento e a digestão acelera seu funcionamento, provocando as cólicas. O movimento do intestino também precisa de um tempo para amadurecer e se coordenar.

O intestino do bebê é preparado para receber só o leite materno até os seis meses de vida. Esse leite pode acarretar em cólicas porque faz o intestino do bebê funcionar para digeri-lo.

Se o bebê receber outro tipo de alimentação nesse período, as cólicas podem ser piores, pois a digestão é mais difícil e requer maior trabalho do intestino. A fermentação do leite e de outros alimentos causa gases e é outro fator de cólicas.

A tensão ou o estresse do ambiente pode deixar o bebê tenso e agitado, acentuando a cólica. Pode verificar que as cólicas geralmente ocorrem ao fim do dia quando todos estão mais cansados. Se a mamãe fica nervosa, o bebê sente essa ansiedade e insegurança, por isso a mamãe tem que tentar ficar o mais tranqüila possível e passar segurança para o seu bebê com muito amor e carinho.

 

MANEIRAS DE PREVENIR A CÓLICA

Além da posição para alimentação e colocar o bebê para arrotar, há outras maneiras de prevenir a cólica. Fazer compressas mornas na barriga do bebê como colocar uma fralda aquecida ou bolsa com água morna (verifique a temperatura para não causar queimaduras), fazer ginástica com as perninhas do bebê como se ele estivesse “pedalando” e massagear a barriga do bebê com as mãos aquecidas com movimentos circulares, todos esses procedimentos podem ser realizados durante 2 minutos cada um, de 4 a 5 vezes por dia, eles ajudam o bebê a não ter cólicas ou aliviar a dor na hora das crises. Mas atenção, você não precisa aplicar todos os procedimentos como se fosse um rodízio. Aplique um procedimento, se ele já for suficiente você não precisa realizar os outros.

Para evitar o estresse, procure manter o ambiente calmo e quieto enquanto alimenta o bebê ou nos horários mais freqüentes da cólica e descubra formas de confortá-lo, cada bebê se sente seguro e amado do seu jeito.

Não é cientificamente provado que a alimentação da mamãe pode dar cólica no bebê que amamenta. Mas há muitos relatos de mães sobre isso. Fique atenta se perceber que quando come algum tipo de alimento seu bebê tem cólica. Evite esse alimento pelo menos até os três meses de vida do seu bebê. Os agressores mais comuns são laticínios, chocolate, cafeína, melão, pepino, pimentão, frutas e sucos cítricos e alimentos condimentados.

Na hora da crise o calor ajuda na liberação dos gases que provocam a cólica. Colocar o bebê barriga com barriga com você com as perninhas encolhidas, de barriga no seu antebraço, uma bolsa térmica com água morna na barriga do pequeno ou massagear a barriguinha ajudam na eliminação da dor.

Como os homens têm a temperatura do corpo um pouco mais elevada que as mulheres pode ser que as cólicas se resolvam mais rápido quando o bebê é colocado na barriga ou no antebraço do papai ou quando é o papai que faz as massagens.

 

15. Fezes

FEZES DE UMA CRIANÇA AMAMENTADA NO PEITO

O cocô de bebês amamentados é bem diferente do cocô de crianças que tomam fórmulas de leite. O colostro, aquele primeiro leite meio transparente que aparece logo depois do parto, funciona como uma espécie de laxante, ajudando a criança a eliminar o mecônio.

Quando o leite em si “desce”, depois de cerca de três dias, o cocô do bebê começa a mudar, assumindo uma cor esverdeada, com um cheiro meio doce. A consistência varia: pode ser viscoso, com uns grãozinhos, ou com um aspecto mais coalhado.

Na segunda semana depois do nascimento, as fezes podem ficar mais líquidas e amarelas, o que até assusta os pais, que acham que se trata de diarreia. É na verdade um cocô de “transição” entre o mecônio e o cocô da amamentação.

No começo, pode ser que o bebê faça cocô durante cada mamada — ou logo depois dela –, mas logo você vai notar uma regularidade, para prever o momento ideal de fazer a troca de fralda. Essa rotina pode mudar de tempos em tempos, por exemplo quando ele começar a comer outros tipos de alimento, quando ficar doente ou se começar a espaçar mais as mamadas.

Lembre-se de que bebês amamentados no peito podem ter cocô de muitas cores e todas elas serem normais. Se não houver outros sintomas diferentes junto, a cor em si não é motivo de preocupação.

 

FEZES DE UMA CRIANÇA QUE TOMA FÓRMULA DE LEITE

Quando o bebê mama leite em pó, o cocô é amarelo claro ou marrom amarelado, e mais consistente que as fezes do bebê amamentado, já que a fórmula do leite em pó não fica tão digerida quanto o leite materno. O cheiro também é mais forte, embora não tanto quanto crianças que já comem de tudo.

Crianças que tomam esse tipo de fórmula normalmente precisam fazer cocô todos os dias, porque, como as fezes são mais sólidas, elas incomodam se se acumulam no intestino. Quanto mais tempo elas ficarem lá, mais ressecadas e duras ficarão, na chamada constipação ou prisão de ventre.

Fale com o pediatra se seu filho apresentar esse problema. Não mude de leite por conta própria ou porque alguma conhecida dá outra coisa para os filhos. E não passe crianças menores de um ano para o leite de vaca, porque o sistema digestivo delas não está maduro para processá-lo, e elas podem acabar tendo problemas mais sérios.

 

O QUE NÃO É NORMAL

Diarreia: O cocô fica muito líquido, quase água, e a frequência aumenta. Bebês amamentados no peito correm menos risco de ter diarreia em comparação a bebês que tomam fórmula de leite, porque o leite materno inibe a proliferação dos microorganismos que causam o problema.

Bebês que tomam leite em pó ficam mais sujeitos a infecções, por isso é vital esterilizar mamadeiras ou copinhos e sempre lavar bem as mãos. A diarreia pode acontecer devido a uma infecção viral ou bacteriana, ao consumo excessivo de frutas ou suco ou como reação a um remédio. A introdução de novos alimentos e a alergia também podem provocar diarreia.

Na época em que os dentes nascem, o cocô também pode ficar mais líquido, mas não chega a ser uma diarreia, por isso investigue outros motivos.

Uma diarreia que não melhore sozinha em um ou dois dias indica que há algum tipo de infecção, portanto é necessário procurar o médico para não correr risco de desidratação.

Prisão de ventre: A constipação verdadeira não é só o bebê ficar todo vermelho, fazendo muita força, quando vai fazer cocô. Entre os sintomas estão extrema dificuldade em defecar, cocô com aspecto de pedrinhas, dor abdominal, enrijecimento da barriga, irritabilidade e às vezes presença de sangue nas fezes, por causa de fissuras anais (pequenas rachaduras na pele do ânus) provocadas pela passagem do cocô ressecado.

Bebês que mamam no peito têm menos propensão à prisão de ventre que crianças que tomam fórmula, mas isso não quer dizer que ela não ocorra e possa ser bem sofrida.

Misturar fórmula demais e água de menos no leite do bebê pode provocar constipação, então sempre siga as instruções do fabricante quando fizer a mamadeira. Febre, mudanças na alimentação e certos medicamentos também podem prender o intestino.

Sempre consulte o pediatra se seu filho estiver com prisão de ventre, e especialmente se você observar sangue nas fezes. Ele provavelmente orientará você a aumentar a ingestão de líquidos do bebê, e a acrescentar mais fibra na alimentação dele, se ele já estiver comendo outros alimentos (dando mais mamão ou ameixa, por exemplo).

Cocô verde: Se as fezes do bebê estiverem verdes e meio espumosas, é possível que ele esteja recebendo lactose demais. Isso acontece quando a criança mama com frequência no seio, mas não chega a tomar o leite posterior, mais rico em calorias, que vem no fim da mamada. Certifique-se de que o bebê está esvaziando completamente um lado antes de passar para o outro. Se nada mudar em 24 horas, é melhor conversar com o pediatra.

A persistência do cocô verde também pode indicar a presença de um vírus, sensibilidade a algum alimento, ser fruto do tipo de fórmula que você está dando ou resultado de alguma medicação. Na dúvida, procure atendimento médico.

Sangue nas fezes: Traços de sangue no cocô do seu bebê podem aparecer se ele estiver com prisão de ventre, e a passagem das fezes causar fissuras na pele do ânus. Mas sempre consulte o pediatra no caso de encontrar sangue, para descartar qualquer outra possível causa, como a alergia ao leite de vaca (mesmo que o bebê mame apenas no peito e seja a mãe quem consome o produto).

 

16. Enchoval

Toda roupa deve ser de algodão, de preferência, devendo ser lavadas sem exceção, com sabão neutro ou sabão de coco, não colocar nada no enxague para deixar com cheirinho, pois seu bebê pode ser alérgico.

 

ENXOVAL

4 conjuntos de camisinhas pagão

5 macacões com mangas

5 macacões sem mangas

5 macacões de sol (caso seu bebê vá nascer no verão)

4 camisetas

4 conjuntos de lã (macacão, casaco, toca, sapatinhos…)

2 casaquinhos

3 pares de meias

3 babadores

4 viras de mantas

2 mantas de lã

2 mantas de linhas ou algodão

1 cobertor

4 jogos de lençóis e fronhas

2 colchas

1 jogo de protetor de berço

1 travesseiro

3 toalhas felpudas

3 toalhas fraldas

1 dúzia de fraldas de pano (caso você opte pou usar as descartáveis, estas servirão de apoio à troca de fraldas, às mamadas e alimentação, etc.)

8 pacotes de fraldas descartáveis tamanho pequeno

8 pacotes de fraldas descartáveis tamanho médio

 

Troca e banho

1 creme para prevenção de assaduras

1 fita adesiva (para caso for utilizar as fraldas de pano ou a fralda descartável apresente problema no adesivo)

1 caixa de cotonete

1 escova

1 pente

1 tesourinha romba

1 garrafa de álcool 70%

2 pacotes de algodão

1 pote de lenços umedecidos, ou melhor ainda, tenha uma garrafa térmica com água morna para higiene do bebê

1 sabonete neutro

1 shampoo

1 termômetro

1 lixeira com pedal

1 porta roupas sujas

1 trocador

1 cesta para colocar as miudezas de troca

1 banheira (observando que deve ser de fácil limpeza sem reentrâncias que possam acumular sujeiras)

 

Quarto

1 abajur

1 berço com cuidado de medir o espaço entre as grades, que não deve ultrapassar 6 cm

1 cômoda dando preferência a uma que já possa funcionar como trocador

1 mosquiteiro

 

Passeios

1 carrinho com moisés

1 bebê conforto (asssento para o bebê) – teste a instalação em seu carro assim que comprar.

2 bolsas (1 pequena e 1 grande com trocador)

Alimentação

1 cadeirão

1 jogo de prato

1 jogo de talheres para bebê

 

R. Elias Asfora, s/n Jardim Guanabara | 58701 300 | Patos PB
83 3421 5252
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